O biólogo Diogo Borges Rodrigues de Sá é um dos palestrantes da Oficina de Costura/Couro de Peixe. Natural de Valinhos, ele desenvolveu um novo processo ecológico para curtir o subproduto da pesca. A técnica deverá ser utilizada na cooperativa que será criada na comunidade para agregar valor à matéria prima, que geralmente é descartada, visando à geração de renda.
Com a possibilidade de desenvolver o processo em Guarujá, o biólogo realizou uma série de experiências com couro de peixes da região, como cação, robalo, tainha e pescada. No entanto, ele desenvolve a técnica com peles de outras espécies. Dentre elas, a tainha.
Embora o processo de curtir couro de peixe para uso artesanal seja desenvolvido há cerca de 20 anos, tendo iniciado na Amazônia, o trabalho realizado por Sá é diferenciado. No método tradicional, são necessários entre cinco e sete dias para a utilização do couro de peixe na confecção de produtos. Já no processo utilizado pelo biólogo, esse período cai para 24 horas.
“Só lavo a pele para tirar as escamas e o excesso de carne uma vez. Há economia de água e energia elétrica. O processo é mais ecologicamente correto, pois não há efluentes. A emissão de resíduos é praticamente zero”, explicou Sá.
Segundo o biólogo, o processo também preserva a coloração natural do couro do peixe. “Isso acontece porque não há tanta química”, disse Sá, ressaltando que, até mesmo no processo de tingimento da pele, são priorizados pigmentos naturais, conseguidos a partir da flor da bananeira, semente de urucum, beterraba, entre outros produtos orgânicos.
A partir do couro do peixe é possível confeccionar vários produtos, como sapatos, bolsas, cintos, cabo de talheres, frascos de perfume, brincos e chaveiros. “A nossa técnica permite criar uma variedade maior de produtos, pois o couro do peixe fica mais fino e maleável”, finalizou o biólogo.
Fonte: http://mogiano.com/2/noticias-de-guaruja/17142-guaruja-cria-alternativa-para-aproveitar-o-couro-de-peixe.html











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